Vozes da Funarte SP

Os Campos Elíseos

Entre o final do século XIX e o início do século XX, São Paulo era uma cidade agrícola, que começava a ser urbanizada e industrializada. Em 27 de agosto de 1860, 21 moradores da Freguesia de Santa Ifigênia enviaram à Câmara de São Paulo um requerimento para que fosse construído um templo à Santa Cecília, padroeira dos músicos. Em torno da nova igreja, o antigo povoado passava a formar o distrito de Santa Cecília, que atualmente abrange os bairros de Campos Elíseos, Santa Cecília e Várzea da Barra Funda. A região ficava perto da estação da Luz e do centro administrativo da cidade. Por isso, tinha uma boa estrutura de transportes, com bondes e ruas pavimentadas. Quando foi fundado, o local reunia grande número de propriedades rurais, que pertenciam a famílias abastadas. Um dos terrenos era de Vicente de Souza Queiróz (1826-1905), Barão de Limeira, grande cafeicultor e político da época, que se casou com sua prima, Francisca de Paula Souza Queiróz (1826-1905). Um dos filhos do casal, Dr. Fernão de Souza Queiróz casou-se com Maria Flora de Barros, filha do coronel Bento da Silveira Franco e de Maria Angélica de Barros. Fernão e Maria Flora tiveram uma única filha: Sebastiana de Souza Queiróz.


1878 O suíço Fernando Glete e o alemão Victor Nothmann iniciaram o loteamento do bairro de Campos Elíseos.
1882 Francisca de Paula Sousa Queirós notificou à câmara o loteamento de suas terras nos Campos Elíseos. Nos anos seguintes, seria aberta a Alameda Nothmann.

Mapa de São Paulo, 1895. Fonte: Arquivo Histórico do Estado de São Paulo. Disponível em www.arquivoestado.sp.gov.br Acesso em 6 Out. 2016.

1905 A Baronesa de Limeira morreu, deixando um terreno nos Campos Elíseos para sua neta, Dona Sebastiana de Sousa Queirós.
27 de março de 1906 Chegou ao Brasil a Primeira Missão Militar Francesa.
28 de maio de 1906 Dona Sebastiana de Sousa Queirós vendeu à Fazenda do Estado de São Paulo o terreno de 5.430 m² situado entre a Alameda Nothmann, a Rua Apa, a Rua de São João (atual Av. São João) e a Rua Vitorino Carmilo. O terreno passou a pertencer ao Departamento de Águas e Esgotos de São Paulo.

Certidão de compra do terreno de Dona Sebastiana de Souza Queiróz pela Fazenda do Estado de São Paulo, em 1906. Fonte: Primeiro Oficial de Registro de Imóveis Flauzilino Araújo dos Santos.

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