Vozes da Funarte SP

Música erudita na Funarte SP

A Sala Guiomar Novaes também recebia apresentações de música clássica. Alguns destaques foram o recital de Paulo Bellinati em homenagem a Garoto, o Tributo a Jacob do Bandolim, dirigido por Hermínio Bello de Carvalho, com participação de Radamés Gnatalli e Joel do Bandolim, e as atividades do Centro de Música Brasileira, coordenado por Osvaldo Lacerda e Eudóxia de Barros.

Concertos na Sala Funarte. Fonte: CEDOC/Funarte.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo, 18/11/1986. Disponível em http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19861118-34271-nac-0059-cd2-5-not. Acesso em 18 Nov. 2016.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo, 28/08/1986. Disponível em http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19860830-34203-nac-0076-cd2-4-not. Acesso em 18 Nov. 2016.

Em 1984, o Osvaldo Lacerda, meu marido, já falecido, teve por ideia fundar o Centro de Música Brasileira. Antes, nós tínhamos a Sociedade de Música Brasileira, mas houve um desentendimento com a diretoria. Então, nós saímos e fundamos – foi no dia 18 de dezembro de 1984 – esse Centro de Música Brasileira, que tem a finalidade de divulgar todos os compositores de qualquer corrente musical, mesmo os de vanguarda, esses mais modernos, sem preconceito nenhum. Tudo é válido, não é mesmo? Naquela época, nós arregimentamos um quadro social de mais de quatrocentas pessoas. (…) Foi muito bonito aquele movimento e havia muita gente querendo participar. Olha que a entidade não tinha dinheiro para pagar cachê. Mesmo assim, o pessoal queria dar uma contribuição. Então, nós precisávamos de sala. Foi aí que o Osvaldo se lembrou da Valéria Peixoto, lá da Funarte do Rio, que era bastante amiga dele, e ela nos pôs em contato com a Funarte daqui para conseguir aquela sala maravilhosa, a Sala Guiomar Novaes. Tinha um piano tinindo de bom. Era referência, se tornou importante a Sala Guiomar Novaes, sobretudo no ambiente erudito, porque era uma sala com um bom piano. (…) Que eu me lembre, eu fiz um programa (com obras de) Nazareth, Ernesto Nazareth (na Sala Guiomar Novaes, em 1981). Não era do Centro de Música Brasileira, não. (…) Eu me lembro que eu fiquei louca pelo piano. Nossa, o piano estava tinindo, um Yamaha, que delícia que era! (…) Eu tenho um disco lá pela Funarte, do Furio Franceschini. Foi da Funarte, naquele tempo em que Edino Krieger era o presidente.

 

Trecho de entrevista concedida por Eudóxia de Barros a Ester Moreira e Sharine Melo em 01/09/2016.

Programa do I Concurso de Interpretação de Músicas Brasileiras para Flauta. Material cedido por Eudóxia de Barros.